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quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Atividades Complementares - 5ª série/6º ano
















1 - Apontem na pirâmide as principais características de cada grupo social egípcio:

Faraó
Nobreza
Sacerdotes
Escribas
Militares
Comerciantes
Artesãos
Camponeses (felás)
Escravos


2 – Quais são as principais fontes de informação sobre o modo de vida dos egípcios?

3 – Como era composta a alimentação básica do povo egípcio?

Síntese aulas 25 e 26 - 2º bimestre (6ª série/7º ano)

Formação das Monarquias Nacionais:

Principais características:
- Burguesia firma-se como novo grupo social;
- Expansão das atividades comerciais;
- Os senhores feudais ainda tinham o controle das terras;
- Era necessário neutralizar esse controle;
- Século XI: aliança política: Rei e Burguesia
- Rei: almejava o fortalecimento do seu poder político;
- Burguesia: financia projetos políticos do rei, em troca recebe favores e vantagens comerciais;
Consequências: Formação dos Estados Nacionais
Pioneirismo Português
Reinos Português e Espanhol
- Lutas contra os mouros; Guerra de Reconquista
- união dos povos ibéricos
- reinos cristãos – Leão, Castela, Navarra e Aragão

O Estado Francês:
- Reinado de Felipe Augusto (1180 – 1223)
- senhores feudais submeteram-se à autoridade real;
- apoio da burguesia – organizou-se um exército real
- Luís IX (1226 – 1270)
- criou tribunais reais;
- criou uma moeda única;
- Felipe IV, o Belo (1285 – 1314)
- decretou que a Igreja deveria pagar impostos;
- após a Guerra dos Cem Anos, o Rei Carlos VII consolidou a monarquia francesa.

Monarquia Inglesa:
- Magna Carta: forma de limitar os poderes do rei;
- século XII – consolidou-se o Parlamento;
- século XV – Henrique VII – deu início a dinastia dos Tudor

sexta-feira, 31 de julho de 2009

SÍNTESE - A ERA VARGAS



A REVOLUÇÃO DE 1930 E A ASCENSÃO DE VARGAS:

Principais características

1930 – Revolução

1932 – Revolução Constitucionalista

1934 – Constituição

1937 – Estado Novo

1939 – Início da Segunda Guerra Mundial

1945 – Queda do Estado Novo

Política do café-com-leite: Os Estados de São Paulo e Minas Gerais escolhiam os candidatos à República. Em outros termos, era a alternância de mineiros e paulistas na presidência.

Aliança Liberal: Formou-se quando do rompimento do governador de Minas Gerais, Antônio Carlos de Andrada, como São Paulo. Os mineiros aliaram-se aos gaúchos em torno da candidatura de Getúlio Vargas à presidência.

Revolução de 1930: Movimento militar que levou ao poder o governador do Rio Grande do Sul, Getúlio Vargas, colocando fim à estrutura política oligárquica (afastamento da burguesia cafeeira) da Primeira República.

Principais características do Governo Vargas:
- Autoritarismo político;
- Definição de uma estrutura sindical corporativa;
- Implantação da Legislação Trabalhista;
- Nacionalismo econômico;
- Centralização administrativa;
- Intervenção do Estado na economia;
- Crescimento da burocracia do Estado.

Governo Provisório:
- Vargas suspendeu a Constituição;
- substituiu os governadores por interventores estaduais de sua confiança;
- Dissolveu o Congresso o Congresso Nacional.
Obs. Esse Governo Provisório deveria funcionar até que fosse elaborada uma nova Constituição.

Reação dos Paulistas:
- A Oligarquia cafeeira paulista, afastada do comando do país pela Revolução de 1930, encontrava-se profundamente descontente;
- Passou a liderar uma forte oposição ao governo de Vargas;
- A nomeação de um interventor estadual paulista, "João Alberto", para governar São Paulo, tornou a situação mais intensa.
Consequência: deflagração de um movimento armado que durante três meses ameaçou a estabilidade do país: Revolução Constitucionalista. (Em 23 de maio de 1932, os estudantes paulistas de direito Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo (MMDC) morreram em manifestações contra o governo federal), em 09 de julho do mesmo ano estourou a Revolução.

Exigências:
- O afastamento de Getúlio;
- Convocação de uma Assembléia Nacional Constituinte.
Grupos políticos:
- Frente Única - que reuniu até mesmo inimigos políticos:
-Partido Republicano Paulista (PRP), que congregava a elite cafeeira;
- Partido Democrático (PD), dissidência mais progressista.
- Os setores de esquerda da classe operária mantiveram-se afastados do movimento.

1934 - Constituição:

Considerada progressista para a época, a nova Constituição:
instituiu o voto secreto;
estabeleceu o voto obrigatório para maiores de 18 anos;
propiciou o voto feminino, direito há muito reivindicado, que já havia sido instituído em 1932 pelo Código Eleitoral do mesmo ano;
previu a criação da Justiça do Trabalho;
previu a criação da Justiça Eleitoral;
nacionalizou as riquezas do subsolo e quedas d'água no país;
De suas principais medidas, podemos destacar que a Constituição de 1934:
— Prevê nacionalização dos bancos e das empresas de seguros;
— Determina que as empresas estrangeiras deverão ter pelo menos % de empregados brasileiros;
— Confirma a Lei Eleitoral de 1932, com Justiça Eleitoral, voto feminino, voto aos 18 anos (antes era aos 21) e deputados classistas (representantes de classes sindicais);
— Cria a Justiça do Trabalho;
— Proíbe o trabalho infantil, determina jornada de trabalho de oito horas, repouso semanal obrigatório, férias remuneradas, indenização para trabalhadores demitidos sem justa causa, assistência médica e dentária, assistência remunerada a trabalhadoras grávidas;
— Proíbe a diferença de salário para um mesmo trabalho, por motivo de idade, sexo, nacionalidade ou estado civil;
— Prevê uma lei especial para regulamentar o trabalho agrícola e as relações no campo (que não chegou a ser feita) e reduz o prazo de aplicação de usucapião a um terço dos originais 30 anos.
Com a Constituição de 1934, a questão social passou a assumir grande destaque no país: direitos democráticos foram conquistados, a participação popular no processo político aumentou, as oligarquias sentiram-se ameaçadas - juntamente com a burguesia - pela crescente organização do operariado brasileiro e de suas reivindicações. Nessa conjuntura registrou-se a primeira grande campanha nacional em que a Imprensa esteve envolvida: o debate a respeito do apelo nacionalista apregoado pelo Integralismo, movimento antiliberal, anti-socialista, autoritário, assemelhado ao Fascismo italiano.
Em conseqüência disso, o equilíbrio era algo difícil e já se previa naquela época que alcançá-lo iria levar tempo, para as novas forças políticas brasileiras. Nas palavras do historiador Lemos Britto:
"No que toca, porém, à estrutura política do Estado, continuamos convencidos de que o novo Estatuto produzirá em breve, graves perturbações no país, não só em virtude do ecletismo teórico adotado, como da dificuldade de execução de muitos dos seus raros princípios."Ela atendeu aos interesses dos antigos tenentistas e nacionalistas, na medida em que promoveu a modernização das instituições sociais (previndo, por exemplo, a nacionalização de empresas estrangeiras quando "necessário"); aos interesses da oligarquia, que continuou presente e ativa, principalmente em São Paulo e Minas Gerais; e até aos interesses dos integralistas, quando estabelecia organizações sindicais subordinadas diretamente ao Governo.
No geral, porém, não diferiu muito de sua antecessora, a Constituição de 1891, já que manteve o Brasil como uma república democrática, liberal e federativa. Se teria sido boa para os interesses da nação e funcional para o sistema político do País, isso só o tempo poderia dizer e, para a Constituição de 1934, o tempo foi ligeiro. Por isso, o teste de democracia moderna no Brasil teria que aguardar até 1946, quando a outra constituição liberal-democrática foi promulgada.


A Ação Integralista:

- Atuava desde 1932;

- Fundada por Plínio Salgado;


- O grupo tentava mobilizar os setores da sociedade em uma campanha contra os comunistas, propondo algumas ações violentas e confronto nas ruas.

Aliança Nacional Libertadora:
- força política de oposição ao Governo Vargas
- contrária a ideologia fascista;
- criada em 1934;

- Líder: Luís Carlos Prestes;
- Os comunistas faziam parte dessa aliança;
- Em 1935, Getúlio Vargas dissolveu a ANL, seus menbros foram perseguidos e passaram a atuar na clandestinidade.
- Luís Carlos Prestes foi condenado por crime comum e ficou preso até 1945.


O golpe do estado de 1937
Em 30 de setembro de 1937, quando se aguardavam as eleições presidenciais marcadas para janeiro de 1938, a serem disputadas por José Américo de Almeida e Armando de Sales Oliveira, ambos apoiadores da revolução de 1930, foi denunciada, pelo governo, a existência de um suposto plano comunista para tomada do poder.
Este plano ficou conhecido como
Plano Cohen, e depois se descobriu ter sido forjado por um adepto do integralismo, o capitão Olímpio Mourão Filho, o mesmo que daria início à Revolução de 1964.
Há várias versões e dúvidas sobre o Plano Cohen: Os
integralistas negam ainda hoje participação deles no golpe de estado do Estado Novo, atribuindo ao general Góis Monteiro a transformação de um relatório feito pelo Capitão Mourão em um documento oficial: O dito Plano Cohen.
Com a comoção popular causada pelo
Plano Cohen, com a instabilidade política gerada pela Intentona Comunista, com o receio de novas revoluções comunistas e com as seguidas vezes em que foi decretado estado de sítio no Brasil, foi sem resistência que Getúlio Vargas deu um golpe de estado e instaurou uma ditadura em 10 de novembro de 1937, através de um pronunciamento transmitido por rádio a todo o País.
O último grande obstáculo que Getúlio Vargas enfrentou para dar o
golpe de estado foi o bem armado e imprevisível interventor no Rio Grande do Sul, Flores da Cunha, mas este não resistiu ao cerco de Getúlio e se refugiou no Uruguai, antes do golpe do Estado Novo (1937) .
Políticos da época, como o
almirante Ernani do Amaral Peixoto acreditavam que o golpe de estado novo foi um golpe militar na sua essência, que teria ocorrido "com Getúlio, sem Getúlio ou contra Getúlio".

1937 - Nova Constituição:

- Todos os poderes ficariam concentrados nas mãos do chefe de Estado;
- Ampliação do mandato presidencial para 6 anos;
- Fim da autonomia estadual e nomeação de interventores estaduais para governá-lo;
- Foram suspensas as liberdades individuais;
- Criação de censura prévia;
- instituição de pena de morte.

Principais características do Estado Novo:


- O ano de 1937 e o mês de novembro ficaram marcados como o período em que se implantou a censura aos meios de comunicação – rádios, revistas e jornais. Além disso, censuraram-se também as artes, como o cinema, teatro e música.


- Getúlio Vargas criou, em 1943, a CLT – Consolidação das Leis Trabalhistas -, a qual proporcionou aos trabalhadores diversos direitos trabalhistas, tais como: criação da Justiça do Trabalho, da carteira de trabalho, instituição do salário mínimo, do descanso semanal recompensado, da jornada de trabalho de oito horas e regulamentação do trabalho feminino de menores de idade.

- Porém, diversas medidas despóticas também foram implantadas durante o Estado Novo, entre elas a fundação, em 1939, do DIP - Departamento de Imprensa e Propaganda -, que tinha como obrigação concentrar, organizar, encaminhar e inspecionar a propaganda nacional – interna ou externa.

- Estabeleceu-se o "estado de emergência", que ampliava ainda mais os poderes do Presidente, admitindo que o Estado entrasse à força nas casas, prendesse indivíduos supostamente desfavoráveis à forma de governo vigente e os banisse do país. A pena de morte passou a ser o castigo para crimes considerados políticos.

- As Forças Armadas começaram a exercer o controle sobre as forças públicas, com o apoio da Polícia Secreta, encabeçada por Filinto Müller e catedrática em fazer uso de métodos violentos, como torturas e assassinatos.

- As notícias sobre os feitos do governo chegavam à imprensa por intermédio de um órgão criado pelo DIP – a Agência Nacional -, que abasteceria jornais e revistas com cerca de 60% das matérias que deveriam ser publicadas ou comunicadas pelo rádio. As únicas informações que chegavam às pessoas eram a exaltação do Estado e a valorização nacionalista.

- Foi criado um novo valor cambial – o cruzeiro -, criou-se a CSN – Companhia Siderúrgica Nacional -, e a Vale do Rio Doce. O Brasil tomou parte na Segunda Guerra Mundial apoiando os países aliados - Inglaterra, Estados Unidos e União Soviética -, e enviou a Força Expedicionária Brasileira para lutar na Itália.

- O Estado Novo remodelou as Forças Armadas, ampliou o número de soldados do exército e instituiu o Ministério da Aeronáutica, contribuindo assim para o progresso da aviação militar; fundou cinco novas jurisdições federais: Amapá, o qual foi separado do Estado do Pará; Rio Branco – que, em 1962, passou a denominar-se Roraima -, também separado do Estado do Amazonas; Guaporé - hoje Rondônia -, separado dos Estados do Amazonas e Mato Grosso; Ponta Porã – separada do Estado do Mato Grosso; e Iguaçu, separado do Estado do Paraná.

- Ao término da Segunda Guerra Mundial, em 1945, com os países fascistas vencidos, o povo passou a negar o governo ditatorial de Getúlio Vargas, e em conjunto com vários intelectuais, artistas e profissionais liberais passaram a exigir a volta da liberdade ao país, todos queriam o retorno da democracia.

Referências Bibliográficas

Apostila Objetivo - Ensino Fundamental 2º Bimestre, aulas 23 a 28;
ARRUDA, Marcos. CALDEIRA, Cesar. Como Surgiram as Constituições Brasileiras. Rio de Janeiro: FASE (Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional). Projeto Educação Popular para a Constituinte, 1986.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

A Era Vargas


Nascido em São Borja, em 1882, Getúlio Dornelles Vargas foi um dos mais importantes políticos da História do Brasil. Depois de concluir a Faculdade de Direito em Porto Alegre, em 1907, Getúlio começou sua trajetória política no início dos anos 20. Entre 1923 e 1926, Vargas ocupou as cadeiras de deputado estadual, federal e líder da banca gaúcha no Congresso. Em 1926 e 1927, ocupou o cargo de Ministro da Fazenda. Logo em seguida conquistou o cargo de presidente do Rio Grande do Sul, de 1927 a 1930. Em 1930, Vargas concorreu nas eleições presidenciais pela Aliança Liberal. Derrotados pelo candidato da situação, Julio Prestes, os liberais arquitetaram um golpe de Estado que levou Getúlio Vargas ao poder. Esse movimento golpista ficou conhecido como a “Revolução de 30”. Depois de nomeado presidente, Getúlio estendeu esse seu primeiro mandato por quinze anos ininterruptos. De 1945 a 1951 ocupou o cargo de Senador Federal. Depois desse mandato, voltou à presidência pelo voto popular. Em agosto de 1954, sob forte pressão política e escândalos pessoais, Getúlio Vargas cometeu suicídio.

Golpe de 1930
O Brasil da República Velha
Até o ano de 1930 vigorava no Brasil a
República Velha, conhecida hoje como o primeiro período republicano brasileiro. Caracterizada por uma forte centralização do poder entre os partidos políticos e a conhecida aliança política "café-com-leite" (entre São Paulo e Minas Gerais), a República Velha tinha grande embasamento na economia cafeeira e, portanto, mantinha vínculos com grandes proprietários de terras. Curitiba
Existia, de acordo com as políticas do "café-com-leite", um revezamento entre os presidentes apoiados pelo
Partido Republicano Paulista (PRP), de São Paulo, e o Partido Republicano Mineiro (PRM), de Minas. Os presidentes de um partido, ao término de seu mandato, anunciavam como candidato do governo um nome do outro partido, e outros estados faziam a oposição oficial. O problema estourou em 1929, quando chegou ao fim o governo do presidente Washington Luís Pereira de Sousa. O PRM indicou para Washington Luís o nome de Antônio Carlos de Andrada (descendente direto de José Bonifácio de Andrada e Silva), então governante de Minas Gerais. Luís, todavia, defendeu a candidatura de Júlio Prestes,paulista , que defenderia a oligarquia cafeeira frente à crise mundial da I Guerra Mundial e Depressão de 1929. O partido mineiro então anunciou que iria apoiar o nome da oposição e, aliando-se a Rio Grande do Sul e Paraíba, lançou o nome de Getúlio Vargas.

O Golpe do Exército
Júlio Prestes conseguiu a vitória, mas ela não foi concedida a Aliança Liberal (nome dado aos aliados gaúchos, mineiros e paraibanos), que alegava fraudes eleitorais. Os estados aliados, principalmente o Rio Grande do Sul, arquitetaram uma
revolta armada. A situação piorou ainda mais quando o candidato à vice-presidente de Getúlio Vargas, João Pessoa, foi assassinado em Recife, capital de Pernambuco.Como os motivos dessa morte foram excusos a propaganda getulista aproveitou-se disso para usar em seu favor, pondo a culpa na oposição, além da crise econômica acentuada pela crise de 1929; a indignação, portanto, aumentou, e o Exército - que era contrário ao governo vigente desde o tenentismo - se mobilizou a partir de 3 de Outubro de 1930, também contando com os oficiais de alta patente. No dia 10, uma junta governamental foi formada pelos generais do Exército. No mês seguinte, Júlio Prestes foi deposto e fugiu junto com Washington Luís e o poder então foi passado para Getúlio Vargas.


Governo Provisório (1930 - 1934)
Nomeado presidente, Getúlio Vargas usufruia de poderes quase ilimitados e, aproveitando-se deles, começou a tomar políticas de modernização do país. Ele criou, por exemplo, novos ministérios - como o Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio e o Ministério da Educação e Saúde -, e nomeou interventores de estados. Na prática, os estados perdiam grande parte da sua autonomia política para o presidente. Continuou com a Política de Valorização do Café (PVC) e criou o Conselho Nacional do Café e o Instituto do Cacau, atendendo assim a algumas das reivindicações das oligarquias cafeeiras.
A Getúlio Vargas também é creditado, nesta época, a Lei da Sindicalização, que vinculava os sindicatos brasileiros indiretamente - por meio da câmara dos deputados - ao Presidente. Vargas pretendia, assim, tentar ganhar o apoio popular, para que estes apoiassem suas decisões (a política conhecida como populismo). Assim sendo, houve, na Era Vargas, grandes avanços na legislação trabalhista brasileira, muitos deles não devidos exatamente a Vargas - a quem cujo crédito maior é o estabelecimento da
CLT - mas sim por parte de parlamentares constituintes do período. Mudanças essas que perduram até hoje.

Revolução Constitucionalista de 1932
Em 1931, Getúlio Vargas derruba a Constituição brasileira, reunindo enormes poderes no Brasil. Isso despertou a indignação dos opositores, principalmente oligarcas e a classe média paulista, que estavam desgostosos com o governo getulista. A perda de autonomia estadual, com a nomeação de interventores, desagradou ainda mais. Por mais que Getúlio tenha percebido o erro e tentado nomear um interventor oligarca paulista, os paulistas já arquitetavam uma revolta a
rmada, a fim de defender a criação de uma nova Constituição.
Quando quatro estudantes paulistanos (Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo) são assassinados no dia 23 de Maio de 1932, diversos setores da sociedade paulista se mobilizam com o evento, e toda a sociedade passa a apoiar a causa constitucional. No dia 9 de Julho do mesmo ano, a revolução explode pelo estado. Os paulistas contavam com apoio de tropas de diversos estados, como Rio de Janeiro, Minas e Rio Grande do Sul, mas Getúlio Vargas foi mais rápido e conseguiu reter esta aliança, isolando São Paulo. Sem qualquer apoio, os flancos paulistas ficaram vulneráveis, e o plano de rápida conquista do Rio de Janeiro transformou-se em uma tentativa desesperada de defender o território estadual. Sem saída, o estado se rende em 2 de Outubro.
Mesmo com a vitória militar, Getúlio Vargas atende alguns pedidos dos republicanos, e aprova a
Constituição de 1934.
O estado de São Paulo não conseguiu a adesão de praticamente nenhum outro estado brasileiro. Os paulistas, chefiados por Isidoro Dias Lopes, permaneceram isolados, sem adesão das demais unidades da federação, excetuando um pequeno contingente militar vindo do
Mato Grosso, sob o comando do general Bertoldo Klinger. Claramente porque era uma revolução que era mais basicamente encabeçada pela elite do PRP - Partido Republicano Paulista - que, por meios de propaganda eficientes, conseguiu galgar apoio de diversos setores da sociedade paulista - taxando um ditador populista em uma cruel ditadura fascista.
Para reprimir a rebelião paulista, Vargas enfrentou sérias dificuldades no setor militar, pois inúmeros generais simplesmente recusaram a missão, tendo em vista que estes temiam a ameaça de perder os cargos. Percebendo o débil apoio que tinha no seio da cúpula do Exército, e a fim de conquistá-lo, Vargas rompeu em definitivo com os tenentes, que não eram bem vistos pelos oficiais legalistas.
Em 3 de outubro de 1932, em meio a crise militar e apesar dela, Getúlio conseguiu esmagar a revolta paulista.

O Governo Constitucionalista (1934 - 1937)
Getúlio Vargas convoca a Assembléia em 1933, e em
16 de Julho de 1934 a nova Constituição, trazendo novidades como o voto secreto e o voto feminino, era o fim do tão famigerado voto aberto preponderante na República Velha. Nessa mesma época, duas vertentes políticas começaram a influenciar a sociedade brasileira. De um lado, a extrema direita fundara a Ação Integralista Brasileira (AIB), de caráter fascista e pregando um Estado totalitário. Do outro, crescia a força de esquerda da Aliança Nacional Libertadora (ANL), inspirado no regime socialista da União Soviética, que também era totalitário.
Integralismo: Corrente que defendia o fascismo no Brasil, liderada por Plínio Salgado.
Aliancismo: Corrente que defendia a revolução socialista no Brasil através da
Intentona Comunista, liderada por Luiz Carlos Prestes e Olga Prestes.


O Plano Cohen
Getúlio Vargas sempre se mostrou contra o socialismo, e usou este pretexto para o seu maior sucesso político - o golpe de
1937. O PCB, que surgiu em 1922, havia criado a Aliança Nacional Libertadora, mas Getúlio Vargas a declarou ilegal, e a fechou. Assim, em 1935, a ANL (segundo alguns, com o apoio da Internacional Comunista Comintern) montou a Intentona Comunista, uma revolta contra Getúlio Vargas, mas que este facilmente conteve. Em 1937, os integralistas forjaram o "Plano Cohen", em que dizia-se que os socialistas planejavam uma revolução maior e mais bem-arquitetada do que a de 1935, e teria o amplo apoio do Partido Comunista da União Soviética. Os militares e boa parte da classe média brasileira, assim, apóiam a idéia de um governo mais fortalecido, para espantar a idéia da imposição de um governo socialista no Brasil. Com o apoio militar e popular, Getúlio Vargas derruba a Constituição, e declara o Estado Novo.
Estado Novo (1937 - 1945).

A constituição de 1937, que criou o "Estado Novo" getulista, tinha caráter centralizador e autoritário. Ela suprimiu a liberdade partidária, a independência entre os três poderes e o próprio federalismo existente no país, Vargas fechou o Congresso Nacional e criou o Tribunal de Segurança Nacional. Os prefeitos passaram a ser nomeados pelos governadores e esses, por sua vez, pelo presidente. Foi criado o
DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda), com o intuito de projetar Getúlio Vargas como o "Pai dos Pobres" e o "Salvador da Pátria".

Segunda Guerra
Oficiais brasileiros durante a Campanha da Itália:
Durante a
Segunda Guerra Mundial, ao longo do ano de 1942, as marinhas da Alemanha Nazista e Itália Fascista estenderam a guerra submarina às águas do Atlântico Sul, atacando os navios de bandeiras de todos os países que haviam retificado o compromisso da Carta do Atlântico, compromisso esse que era de se alinhar automaticamente com qualquer país do continente americano que viesse a ser atacado por um país de fora do continente. O que implicou alinhamento com os EUA desde que estes foram atacados em Pearl Harbor e dias depois tiveram declarações de guerra enviada à eles pela Alemanha e Itália.Durante todo o primeiro semestre vários navios mercantes brasileiros foram afundados no Atlântico, não apenas no Atlântico Sul. A população brasileira saiu às ruas para exigir que o governo, frente à agressão, reagisse com a declaração de guerra. Mesmo com a atitude passiva do ponto de vista diplomático, com o governo brasileiro ainda se mantendo oficialmente na neutralidade, o estado de guerra se mostrou irreversível quando, à partir de maio daquele ano, aviões da FAB passaram a atacar qualquer submarino alemão e italiano que fosse avistado. Apenas entre os dias 15 e 21 de agosto de 1942, cinco navios brasileiros - Baependi, Aníbal Benévolo, Araraquara, Itagipe e Arará foram torpedeados na costa nordestina (Sergipe e Bahia). No final daquele mês, o Brasil se uniu formalmente aos aliados, declarando guerra à Alemanha e Itália.

Neste período, Vargas também assinou o Tratado de Washington com o presidente norte-americano Roosevelt, garantindo a produção de 45 mil toneladas de látex para as forças aliadas, o que impulsionou o segundo ciclo da borracha, trazendo progresso para a região da Amazônia e também colonização, uma vez que só do nordeste do Brasil foram para a Amazônia 54 mil trabalhadores, destes a maioria do Ceará. Em meio à incentivos econômicos e pressão diplomática, os americanos instalaram bases aéro-navais ao longo da costa Norte-Nordeste brasileira, sendo a base militar no município de Parnamirim, vizinho a capital Natal, no estado do Rio Grande do Norte, a principal dentre estas do ponto de vista militar, embora Recife tenha sido escolhida como sede do comando aliado no Atlântico Sul.. A participação do Brasil na guerra e a forma como a mesma se desenrolou, com o envio inclusive de uma força expedicionária ao teatro de operações do mediterrâneo, acabou por ter um peso significativo para o fim do regime do Estado Novo.

O Fim
No dia
29 de outubro de 1945, Getúlio Vargas foi deposto por um golpe militar, sendo conduzido ao exílio na sua cidade natal, São Borja. No dia 2 de dezembro do mesmo ano, foram realizadas eleições livres para o parlamento e presidência, nas quais Getúlio seria eleito senador pela maior votação da época. Era o fim da Era Vargas, mas não o fim de Getúlio Vargas, que em 1951 retornaria à presidência pelo voto popular.
Na sucessão de Dutra, em 1950, o PTB lançou Getúlio Vargas como candidato à presidência, numa campanha popular empolgante e vitoriosa. Getúlio Vargas voltou ao poder, como se disse na época: "Nos braços do povo"
As principais propostas de
Getúlio Vargas foram: A criação da Eletrobrás, fundamental para o desenvolvimento industrial e a criação da Petrobrás para diminuir a importação do produto, que consumia grande parte das divisas nacionais.
Mas havia um jornalista muito crítico chamado
Carlos Lacerda, que acusava o presidente de estar em um "mar de lama", ou seja, de acumular privilégios parentes e aliados. O chefe da guarda do presidente, Gregório Fortunato tramou um atentado para matar o jornalista, mas como Lacerda já estava meio desconfiado, andava sempre em companhia de alguém da Aeronáutica.
E quando ele estava acompanhado do major
Rubens Vaz, o Fortunato matou o major. A crise ganhou dimensão e as Forças Armadas, após prenderem Gregório e os homens que haviam sido contratados para o atentado, pressionaram Vargas para que ele renunciasse novamente.
Da vida para a História
Após ser muito pressionado, Getúlio Vargas não suportou e (supostamente) suicidou-se com um tiro no peito em
24 de agosto de 1954. Teria escrito uma carta-testamento onde dizia como sempre pertenceu ao povo e um dos últimos trechos, havia a frase: "… Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na História.".
Fonte: Wikipédia

Síntese da aula 22 - 9º ano - 2º Bimestre

"Nova Conjuntura Mundial"

Principais características:

Cenário de devastação e desrespeito
Extermínios;
Bombardeios aéreos, uso da energia nuclear com finalidades militares; pessoas se refugiando em outros países; mudanças de fronteiras; enfraquecimento da Europa, mudança de eixo político e econômico; o mundo tornou-se bipolar;

REORGANIZAÇÃO POLÍTICA DA EUROPA:

A conferência de Yalta é composta por um conjunto de reuniões ocorridas entre 4 e 11 de fevereiro de 1945 no Paláciio Livadia, na estação balneária de Ialta, nas margens do Mar negro, na Criméia. Os chefes de Estado dos Estados Unidos da América (Franklin D. Roosevelt) e da União Soviética (Josef Stalin), e o primeiro-ministro do Reino Unido (Winston Churchill) reuniram-se em segredo em Ialta para decidir o fim da Segunda Guerra Mundial e a repartição das zonas de influência entre o Oeste e o Leste.

A Conferência de Potsdam ocorreu em
Potsdam, Alemanha (perto de Berlim), entre 17 de Julho e 2 de Agosto de 1945. Os participantes foram os vitoriosos aliados da II Guerra Mundial, que se juntaram para decidir como administrar a Alemanha, que se tinha rendido incondicionalmente nove semanas antes, no dia 8 de Maio. Os objectivos da conferência incluíram igualmente o estabelecimento da ordem pós-guerra, assuntos relacionados com tratados de paz e o contornar os efeitos da guerra.

Sanções Impostas a Alemanha:
Extinção do Partido Nazista; desmilitarização da Alemanha e fechamento de empresas que subsidiaram o nazismo; indenização de guerra a ser paga aos países aliados; o território alemão ficaria sob influência dos Estados Unidos, Inglaterra, França e URSS, a capital Berlim, que ficava no setor soviético foi igualmente dividida entre os aliados. A criação do tribunal de Nuremberg que, entre 1945 e 1946, fez o julgamento dos criminosos nazistas de guerra.

O PROJETO DE REORGANIZAÇÃO EUROPÉIA:

O Plano Marshall, um aprofundamento da Doutrina Truman, conhecido oficialmente como Programa de Recuperação Européia, foi o principal plano dos Estados Unidos para a reconstrução dos países aliados da Europa nos anos seguintes à Segunda Guerra Mundial. A iniciativa recebeu o nome do Secretário do Estado dos Estados Unidos, George Marshall. O plano de reconstrução foi desenvolvido em um encontro dos Estados europeus participantes em julho de 1947. A União Soviética e os países da Europa Oriental foram convidados, mas Josef Stalin viu o plano como uma ameaça e não permitiu a participação de nenhum país sob o controle soviético. O plano permaneceu em operação por quatro anos a partir de julho de 1947. Durante esse período, algo em torno de US$ 13 bilhões de assistência técnica e econômica;

CRISE EM BERLIM, SURGIMENTO DE DOIS ESTADOS:
A zona ocidental, anexada ao mundo livre, adota uma Constituição, dita "Lei Fundamental" e eleições são organizadas no mês de agosto de 1949. Em setembro elege-se um chanceler e assim, a zona ocidental torna-se um Estado, a República Federal da Alemanha e que vai, portanto, manter relações diplomáticas com o conjunto de países ocidentais.
A reação da URSS é imediata: Em 7 de outubro de 1949 seria criada a República Democrática da Alemanha na zona de ocupação soviética. Dois Estados antagônicos nascem das ruínas da Alemanha nazista.


História (do grego antigo historie, que significa testemunho, no sentido daquele que vê) é a ciência que estuda o Homem e sua ação no tempo e no espaço, concomitante à análise de processos e eventos ocorridos no passado. Por metonímia, o conjunto destes processos e eventos. A palavra história tem sua origem nas «investigações» de Heródoto, cujo termo em grego antigo é Ἱστορίαι (Historíai). Todavia, será Tucídides o primeiro a aplicar métodos críticos, como o cruzamento de dados e fontes diferentes.
O estudo histórico começa quando os homens encontram os elementos de sua existência nas realizações dos seus antepassados. Esse estudo, do ponto de vista europeu, divide-se em dois grandes períodos: Pré-História e História.
Os historiadores usam várias fontes de informação para construir a sucessão de processos históricos, como, por exemplo, escritos, gravações, entrevistas (História oral) e achados arqueológicos. Algumas abordagens são mais frequentes em certos períodos do que em outros e o estudo da História também acaba apresentando costumes e modismos (o historiador procura, no presente, respostas sobre o passado, ou seja, é influenciado pelo presente). (veja historiografia e História da História).
Os eventos anteriores aos registos escritos pertencem à Pré-História e as sociedades que co-existem com sociedades que já conhecem a escrita (é o caso, por exemplo, dos povos celtas da cultura de La Tène) pertencem à Proto-História.
Fonte: Wikipédia

HISTÓRIA

SOMOS AGENTES DA HISTÓRIA, AO LONGO DOS ANOS CONSTRUIMOS NOSSA IDENTIDADE, POR ISSO SOMOS RESPONSÁVEIS PELO PADRÃO SOCIAL EM QUE VIVEMOS.